O ÚLTIMO DESEJO
DE MEU PAI

Um Filme de
Tati Mendes e Amauri Tangará

"Entre o luto e a libertação, uma jornada pelo Brasil profundo"

Descubra

A História

Sorayah, uma travesti cuiabana de 55 anos, perde o pai, Jacinto — homem negro, homossexual, colunista social irreverente e sobrevivente da hipocrisia moral da elite local. Antes de morrer, Jacinto expressa um desejo: ser enterrado na pequena cidade onde nasceu, em Poconé. Sorayah decide transformar o enterro em um cortejo performatico que mistura luto, carnival, rito ancestral e afirmacao politica. A viagem com o corpo do pai torna-se uma travessia simbolica: entre cidade e interior, entre vergonha e orgulho, entre silencio e voz. Ao chegar a Poconé, enfrentam resistencia de setores religiosos e conservadores que rejeitam a presenca de Sorayah e o modo como ela conduz o ritual. A tensao culmina em um funeral que se transforma em ato de memoria e resistencia cultural, evocando a Danca dos Mascarados e tradicoes afro-brasileiras. No discurso final, Sorayah reconcilia o pai com sua historia e consigo mesma, transformando o enterro em um gesto de liberacao coletiva.

Sorayah, uma travesti cuiabana de 55 anos, perde o pai, Jacinto — homem negro, homossexual, colunista social irreverente e sobrevivente da hipocrisia moral da elite local. Antes de morrer, Jacinto expressa um desejo: ser enterrado na pequena cidade onde nasceu, em Poconé. Sorayah decide transformar o enterro em um cortejo performatico que mistura luto, carnival, rito ancestral e afirmacao politica. A viagem com o corpo do pai torna-se uma travessia simbolica: entre cidade e interior, entre vergonha e orgulho, entre silencio e voz. Ao chegar a Poconé, enfrentam resistencia de setores religiosos e conservadores que rejeitam a presenca de Sorayah e o modo como ela conduz o ritual. A tensao culmina em um funeral que se transforma em ato de memoria e resistencia cultural, evocando a Danca dos Mascarados e tradicoes afro-brasileiras. No discurso final, Sorayah reconcilia o pai com sua historia e consigo mesma, transformando o enterro em um gesto de liberacao coletiva.

Personagens

PROTAGONISTA

Sorayah — Travesti, 55 anos, forte, irônica, performática.

Motivação: Honrar o pai e afirmar sua própria existência.
Conflito interno: Amor e ressentimento pelo pai que viveu o seu mundo próprio.
Lei psicológica: Age a partir da dor transformada em espetáculo — sua performance é mecanismo de sobrevivência.
Lei social: Corpo dissidente em território conservador.
Lei física: Corpo vulnerável, mas politicamente potente.

CO-PROTAGONISTA

Jacinto (em memória) — Homem negro, homossexual discreto, colunista social.

Motivação (em vida): Ser aceito sem confrontar frontalmente o sistema.
Conflito: Viver entre visibilidade pública e invisibilidade política, social e afetiva.
Representa uma geração que resistiu pelo silêncio estratégico, mas prova poder pela palavra.

ANTAGONISTAS

Solange — Beata que recebe o cortejo em Poconé.
Motivação: Defender a "ordem moral".
Lei social: Conservadorismo estrutural.
Antagonista ideológico.

Elites locais — Políticos, figuras tradicionais e moralistas de plantão nas diversas cidades por onde pasará o cortejo. Representam a hipocrisia social denunciada por Jacinto em suas colunas.

Fazendeiros — Fazendeiro que rouba o corpo de Jacinto. Representa o poder financeiro que acaba vencido pela justiça. Encarna a figura do preconceito e da homofobia, mas é capaz de agradecer um grande favor.

PERSONAGENS SECUNDÁRIOS

Suélen — Amiga mais próxima de Sorayah. Representa memória afetiva. Sororidade, capacidade de agir rapidamente nas situações mais difíceis.

Ditinho — Amigo de Sorayah. Espelho geracional.

Sr. Antenor — Mais do que amigo de Jacinto, seu amor velado. Sofre por não o ter protegido.

Abigail — Travesti romântica. Apaixona-se pelo peão que a enxerga como gente. Aceitação e utopia.

Dona Tereza — Lider do Quilombo Mata Cavalo. Amiga de Jacinto que ajudou o Quilombo a ter uma escola quilombola e suas terras reconhecidas.

Grupo da Dança dos Mascarados — Conecta ancestralidade, ritual, aprendizado político (a máscara revela a irreverência, a dança ocupa os espaços sociais) e identidade cultural.

Leis que Orientam a Narrativa

FÍSICAS

O corpo morto é o centro simbólico. A viagem é concreta, territorial.

PSICOLÓGICAS

O luto opera como catalisador de memória reprimida.

SOCIAIS

Estrutura patriarcal, racismo estrutural, transfobia e moral religiosa.

Visão de Comunicabilidade

O filme dialoga com:

Público LGBTQIAPN+

Festivais internacionais de cinema autoral

Circuitos de cinema latino-americano

Plataformas de streaming com curadoria social

Universidades e debates sobre gênero e memória

A comunicabilidade se dá pela força emocional da relação pai-filha e pela universalidade do luto, mesmo dentro de um contexto cultural específico.

Conceito Visual

DIRETRIZES VISUAIS

Paleta quente: ocres, dourados, vermelho-terra.

Contraste entre cidade e interior.

Mistura de realismo social com dimensão ritual.

Câmera próxima ao corpo de Sorayah — intimidade.

Sequências de cortejo com força coreográfica.

REFERÊNCIAS ESTÉTICAS

Cinema latino-americano de rito e território.

Documental performativo.

Uso simbólico de máscaras, tecidos, fumaça e pó.

ENCERRAMENTO

"O Último Desejo de Meu Pai" é um filme sobre corpo, memória e reconciliação histórica. Um luto que se transforma em celebração política e afirmação de existência.

Identidade Visual

Uma paleta que equilibra luto, espiritualidade, brasilidade, estrada, celebração queer e o Pantanal.

🌑 BASE DRAMÁTICA — LUTO & TERRA

PRETO CAIXÃO

#0E0E10

Caixão, sombras profundas

PRETO FUMAÇA

#1C1C1F

Interior da igreja, noite

MARROM TERRA SECA

#6B4A2E

Solo, estrada, poeira

OCRE PANTANAL

#B07A3F

Luz de fim de tarde

AREIA QUEIMADA

#C49A6C

Ruínas, paisagem

🔥 LUZ & ESPIRITUALIDADE

DOURADO VELA

#F4C542

Velas, fé, calor

ÂMBAR DRAMÁTICO

#FF9E2C

Backlight, pores do sol

GOD RAY QUENTE

#FFD76A

Raios na capela

OFF-WHITE FLORAL

#F3EFE6

Flores do velório

🌈 IDENTIDADE LGBTQIA+ — VIBRANTE CONTROLADO

VERMELHO CARMIM

#B11226

Paixão, resistência

VERMELHO SEDA

#C21F3A

Intimidade, desejo

LARANJA VIBRANTE

#F15A24

Energia, celebração

AMARELO PRIDE

#FFD500

Luz, esperança

VERDE BANDADEIRA

#008F4C

Natureza, crescimento

AZUL ROYAL

#0047AB

Profundidade, serenidade

AZUL PROFUNDO RIO

#1C3F60

Memórias, mistério

ROXO INTENSO

#6A0DAD

Espiritualidade, magia

🌊 RIO PARAGUAI & ATMOSFERA

VERDE PANTANAL

#2F5D50

Vegetação úmida

AZUL RIO NOTURNO

#1A2A3A

Chalana ao entardecer

CINZA NÉVOA

#7A7F85

Atmosfera, fumaça

AZUL PETRÓLEO

#12343B

Água profunda

Contraste Cinematográfico

SOMBRAS

Teal Escuro

#1B3A3A

ALTAS LUZES

Laranja Dourado

#FFB347

Saturação controlada — cores vibrantes aparecem como pontos emocionais

Temas

🕯️

LUTO & TERRA

A perda como portal para a descoberta. O preto da terra e o marrom das memórias moldam a jornada de João pelo Brasil profundo.

ESPIRITUALIDADE

Entre velas acesas e raios de luz na capela, o filme explora a fé como consolo e como renovação diante do mistério da vida.

🌿

BRASILIDADE

Das estradas de terra às águas do Pantanal, um retrato sensorial do Brasil que poucos conhecem: selvagem, acolhedor e ancestral.

🌈

CELEBRAÇÃO QUEER

Explosões de cor como resistência. O amor que a ditadura tentou apagar agora brilha em cada frame, celebrando a diversidade.

🌊

RIO PARAGUAI

As águas profundas do Pantanal como espelho das memórias. O azul noturno e o verde pantaneiro guardam segredos milenares.

O ÚLTIMO DESEJO DE MEU PAI

Direção: Tati Mendes e Amauri Tangará

Roteiro: Amauri Tangará

Produção Executiva: Tati Mendes

Consultores de roteiro: Menotti Griggi, Brenda Lima, Gaultier Lee